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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Reflexões sobre adoração e música

Alguns anos atrás, fui convidado para pregar num congresso de jovens, organizado por duas associações fora dos Estados Unidos.

A tarefa da qual fui incumbido era de apresentar uma série sobre a distinta mensagem profética e missão da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Por isso, coloquei mãos ao trabalho e dediquei não poucas horas a preparar essa série. O dia do congresso finalmente chegou, e apanhei o voo de nove horas com grandes expetativas de que o congresso seria uma grande bênção.

As reuniões decorreram durante um fim-de-semana, num pavilhão desportivo. Na sexta-feira à noite, eu cheguei cedo. Lenta mas convitamente, a juventude começou a encher a sala em pequenos grupos. Em pouco tempo, todos no pavilhão permaneciam em pé, com mais de mil jovens presentes. Tudo indicava que este congresso seria uma grande bênçãos para todos os participantes. Mas não foi preciso muito tempo para as minhas expetativas otimistas serem destruídas!

O programa começou com uma equipa de louvor, todos em calças de ganga e t-shirts, que subiram ao palco para liderar o serviço musical. Na plataforma, havia um teclado, guitarras elétricas e bateria. Com o som retumbando em decibéis ao nível da surdez a banda começou a tocar e a equipa de louvor a cantar. O batimento sincopado e rítmico juntamente com a letra repetitiva, eram acompanhados de luzes coloridas que oscilavam sobre a multidão e o teto do auditório. Na plataforma havia uma máquina que soltava fumo que enchia o palco de nevoeiro. Os jovens dançavam, assobiavam, batiam mãos e pés e balançavam. A maioria deles nem sequer cantava – falavam, riam e balançavam.

O serviço de música durou mais de uma hora. Os jovens tinham sido excitados até um estado frenético e eu podia pressentir que eles não tinham inclinação alguma para ouvir uma mensagem que apelava à sua razão desapaixonada! Finalmente, por volta das nove horas da noite, o diretor de jovens que estava responsável, disse-me que era a minha vez de pregar, mas que eu teria de ser rápido, pois já era tarde! Abatido, perguntei a mim próprio: “Como posso partilhar a mensagem de Cristo num ambiente em que a juventude está em tal estado hipnótico?” Era pacificamente claro na minha mente que os corações dos jovens não estavam preparados para receber a semente da verdade profética, por isso decido alterar o meu tema completamente, e preguei por vinte minutos. Foi extremamente difícil pregar num ambiente onde havia pouco interesse na verdade Bíblica e nenhuma reverência para com Deus. Foram precisos cinco minutos só para acalmar os jovens antes de eu poder começar a falar!

O fim-de-semana completo continuou no mesmo estilo. Embora vários líderes jovens tenham pregado, eu não ouvi um único sermão que apresentasse a distinta mensagem Adventista do Sétimo Dia. O congresso bem poderia ter sido organizado pelos Pentecostais, os Baptistas ou qualquer outra denominação Protestante. Para não exagerar, foi uma experiência frustrante e decepcionante!

O que mais me perturbou foi que os Pastores que estavam presentes, não apenas fizeram de conta que não viram, mas também toleraram e participaram no serviço de adoração que me lembrou o episódio do bezerro de ouro no Monte Sinai. Era óbvo para mim que os Pastores não viam nada de errado no que se estava a passar.

Quando voltei ao meu quarto nessa noite, o meu ânimo estava em baixo. Perguntei a mim próprio: “É este o tipo de serviço de adoração que agrada a Deus? É este o método pelo qual os anjos adoram? Estava Ellen White errada quando afirmou que a música no céu é melodiosa e harmoniosa como o canto dos pássaros? É este o tipo de música que devia acompanhar a proclamação na nossa precisa mensagem da verdade presente? Este estilo de adoração prepara a nossa juventude para uma maior experiência no céu?” Eu caí de joelhos e orei para que o Senhor tocasse o coração dos líderes e lhes desse discernimento espiritual.

Reunião Campal de Indiana

Este estilo de adoração lembrou-me o que aconteceu na reunião campal de Indiana, de 13 a 23 de setembro de 1900. Além da heresia da carne santa, Ellen White teve muito que dizer sobre o estilo de adoração apóstata que foi usado nessa reunião. A esposa de Stephen Haskell, que esteve presente na reunião, descreveu o que viu:
Temos um grande tambor, duas pandeiretas, um grande contrabaixo, dois pequenos violinos, uma flauta e duas cornetas, e um órgão e algumas vozes. Eles usam ‘Garden of Species’ como hinário e tocam melodias de dança com letras sagradas.” (Ella Robinson, S. N. Haskell Mano f Action, p. 168)
É significativa a parte da declaração que diz que eles tocaram “melodias de dança com letras sagradas”. Não é isto que está a acontecer em muitas das nossas igrejas onde a música é ‘rock and roll’ enquanto as letras são cristãs?

Ouvi alguns Pastores dizerem que Ellen White apenas condenou a heresia da carne santa e não o estilo de adoração e a música. Mas não é o caso. Ela condenou, sim, a heresia da carne santa. Mas ela também estava muito preocupada por a música apelar aos sentidos e emoções enquanto distraía da solene mensagem do tempo do fim que Deus tinha comissionado ao Seu povo. Por outras palavras, a preocupação de Ellen White era em como este tipo de adoração e música causava impacto na teologia Adventista do Sétimo Dia. A sua preocupação era que a música cativasse os sentidos, apelasse às emoções e sentimentos, mas não atraísse o povo para as verdades contidas nas três mensagens angélicas.

Estilo de Adoração Proibido

Ellen White foi explícita na sua condenação do estilo de adoração e música que foi apresentado na reunião campal de Indiana:
O Espírito Santo nunca Se revela por tais métodos, em tal balbúrdia de ruído. Isso é uma invenção de Satanás para encobrir seus engenhosos métodos para anular o efeito da pura, sincera, elevadora, enobrecedora e santificante verdade para este tempoÉ melhor nunca ter o culto do Senhor misturado com música do que usar instrumentos músicos para fazer a obra que, foi-me apresentado em janeiro último, seria introduzida em nossas reuniões campais. A verdade para este tempo não necessita nada dessa espécie em sua obra de converter almas. Uma balbúrdia de barulho choca os sentidos e perverte aquilo que, se devidamente dirigido, seria uma bênção. As forças dos agentes satânicos misturam-se com o alarido e barulho, para ter um carnaval, e isto é chamado de operação do Espírito Santo.Ao findar a reunião campal, o bem que devia haver sido feito e poderia havê-lo sido pela apresentação da verdade sagrada, não se realiza. Os que participam do suposto reavivamento recebem impressões que os levam ao sabor do vento. Não podem dizer o que sabiam anteriormente quanto aos princípios bíblicos.” Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 36-37.
Repare os pontos salientes nesta citação inspirada:

a) O Espírito Santo nunca se revela por tais métodos

b) Satanás inventou este método de adoração para fazer sem efeito a verdade para este tempo

c) Seria melhor nunca ter adoração misturada com música do que usar instrumentos musicais inapropriadamente

d) A verdade para este tempo não precisa deste tipo de música para converter almas

e) Este tipo de música choca os sentidos e perverte aquilo que poderia ter sido uma bênção de conduzido propriamente

f) Agências satânicas misturam-se no alarido e barulho

g) Aqueles que participam neste tipo de adoração desorientam-se e não são capazes de dizer o que sabiam anteriormente acerca de princípios Bíblicos

Como Adventistas do Sétimo Dia, acreditamos que a nossa missão é levar as três mensagens angélicas ao mundo. Satanás sabe isso e tudo faz no seu poder para anular o efeito dessa mensagem, usando a música como uma armadilha:
A maneira por que têm sido dirigidas as reuniões em Indiana, com barulho e confusão, não as recomendam a espíritos refletidos e inteligentes. Nada existe nessas demonstrações que convença o mundo de que possuímos a verdade. Mero ruído e gritos não são sinal de santificação, ou da descida do Espírito Santo. Vossas desenfreadas demonstrações só criam desagrado no espírito dos incrédulos. (…) Eles [Adventistas do Sétimo Dia] devem ser muito cuidadosos denão representar mal e nem desonrar as santas doutrinas da verdademediante estranhas exibições, por confusão e tumulto.” Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 35-36
Antes do Fim do Tempo da Graça

Este estilo de adoração, não é algo meramente do passado. De vez em quando neste capítulo, Ellen White avisa que aquilo que sucedeu no passado voltará a suceder novamente no futuro nas nossas próprias reuniões religiosas. Ellen White escreveu ao irmão Haskell que tinha sido uma testemunha ocular do que se tinha passado na reunião campal de Indiana:
As coisas que descrevestes como ocorrendo em Indiana, o Senhor revelou-me que haviam de ocorrer imediatamente antes da terminação da graça. Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo.” Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 36
"Mas em janeiro último o Senhor mostrou-me que seriam introduzidos em nossas reuniões campais teorias e métodos erróneos, e que a história dopassado se repetiria. Senti-me grandemente aflita. Fui instruída a dizer que, nessas demonstrações, acham-se presentes demônios em forma de homens, trabalhando com todo o engenho que Satanás pode empregar para tornar a verdade desagradável às pessoas sensatas; que o inimigo estava procurando arranjar as coisas de maneira que as reuniões campais, que têm sido o meio de levar a verdade da terceira mensagem angélica perante as multidões, venha a perder sua força e influência.” Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 37
Essas coisas que aconteceram no passado hão de ocorrer no futuro. Satanás fará da música um laço pela maneira por que é dirigida.” Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 38.
Motivação Errada

E, o que motivaria as nossas igrejas a adotarem tais estilos de adoração? Ellen White não apenas explicou a motivação, como também descreveu qual seria o resultado certo: estranhas doutrinas!
Mas a comichão do desejo de dar origem a algo de novo dá em resultado doutrinas estranhas, e destrói largamente a influência dos que seriam uma força para o bem, caso mantivessem firme o princípio de sua confiança na verdade que o Senhor lhes dera.” Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 38.
Acerca dos reavivamentos falsos que existirão no mundo cristão, Ellen White assinala:
Avivamentos populares são muitas vezes levados a efeito por meio de apelos à imaginação, excitando-se as emoções, satisfazendo-se o amor ao que é novo e surpreendente. Conversos ganhos desta maneira têm pouco desejo de ouvir a verdade bíblica, pouco interesse no testemunho dos profetas e apóstolos. A menos que o culto assuma algo de caráter sensacional, não lhes oferece atração. Não é atendida a mensagem que apele para a razão desapaixonada. As claras advertências da Palavra de Deus, que diretamente se referem aos seus interesses eternos, não são tomadas a sério.” O Grande Conflito, p. 463.
Perigo Para a Juventude

Ellen White reconheceu o sério perigo que os jovens enfrentarão nestes últimos dias e diz que Satanás sabe exatamente que botões acionar:
Eles [a juventude] têm um agudo ouvido para a música, e Satanás sabe queórgãos provocar para animar, absorver e seduzir a mente, de maneira queCristo não seja desejado. Os anseios espirituais da alma por conhecimento divino, por crescimento na graça, estão ausentes.” O Lar Adventista, p. 407.
Noutra citação precisa, Ellen White avisou:
Foi-me mostrado que a juventude necessita assumir posição mais alta e fazer da Palavra de Deus sua conselheira e guia. Solenes responsabilidades repousam sobre os jovens, as quais eles levianamente consideram. A introdução de música em seus lares, em vez de incitá-los à santidade e espiritualidade, tem sido um meio de desviar-lhes a mente da verdade. Canções frívolas e peças de música popular do dia parecem compatíveis com seus gostos. Os instrumentos de música têm tomado o tempo que devia ter sido dedicado à oração. A música, quando não abusiva, é uma grande bênção; mas quando usada erroneamente, é uma terrível maldição. Ela estimula, mas não comunica a força e a coragem que o cristão só pode encontrar no trono da graça enquanto humildemente faz conhecidas suas necessidades e, com fortes clamores e lágrimas, suplica força celestial para se fortificar contra as poderosas tentações do maligno. Satanás está levando cativos os jovens. Oh, que posso eu dizer para levá-los aquebrar seu poder de sedução! Ele é um hábil sedutor para levá-los à perdição.” O Lar Adventista, p. 407/8.
Luz em Meio às Trevas

Deixem-me voltar ao congresso de jovens com o qual iniciei. Existe uma luz no meio das trevas nesta história! Havia um jovem Pastor presente no encontro de jovens que tinha ensinado aos seus jovens os princípios da adoração reverente e música sagrada. Quando a banda começava a tocar, este Pastor com todos os seus jovens, levantava-se e saía da sala em protesto. A sua atitude lembrou-me da posição que foi tomada pelos levitas no Monte Sinai.

Infelizmente, alguns dos colegas deste Pastor abordaram o presidente da Conferência e queixaram-se que ele não estava a colaborar com o programa da conferência. Quando este jovem Pastor me contou o que tinha sucedido, eu telefonei ao presidente da Conferência e recomendei que em vez de repreender este jovem Pastor, ele devia congratulá-lo por se manter firme ao seu princípio. O presidente da conferência disse-me que também estava profundamente perturbado com o estilo de adoração e que iria tomar medidas definitivas para corrigir o problema (não o Pastor). Para encurtar a história, o presidente da conferência manteve a sua palavra e grandes mudanças ocorreram nos ministérios jovens. E o Pastor jovem foi ordenado ao ministério evangélico a 18 de dezembro de 2010.

Sinais de Reavivamento 

Em face de sérias mudanças doutrinárias e de adoração, Deus está a mover-Se de forma poderosa na Sua igreja. Existe sinais de reavivamento por todo o mundo. O nosso novo presidente da Conferência Geral, Pr. Ted Wilson, fez do reavivamento e reforma a principal prioridade da sua administração. Publicamente e sem vergonha, ele saiu em defesa das três mensagens angélicas, uma criação literal e a fiabilidade do Espírito de Profecia. O Concílio Anual experimentou este ano o derramamento do Espírito de Deus ao serem derramadas lágrimas por muitos dos nosso líderes mundiais, ao serem feitas confissões públicas. Mais, organizações jovens conservadoras estão a florescer em todo o globo.

Temos AFCOE, Mission College, ARME, PEACE, GYC, GYC Latino, Advent Hope, Souls West, Arise, and Ouachita Hills, só para nomear algumas. É entusiasmante ir à ASI e verificar os stands de centenas de ministérios cujo propósito central é terminar o trabalho para que possam ir para casa.

Duas vezes por ano eu tenho o privilégio de por três dias dar aulas no AFCOE (Amazing Facts Center of Evangelism). Normalmente, dou aulas na última semana de uma série de quatro meses, quando seria de esperar que os estudantes estivessem com sobrecarga de informação. Mas a verdade é o contrário. A última série que eu ensinei tinha 51 alunos, a maioria dos quais com 20-30 anos. Foi entusiasmante ver como os alunos respondiam ao estudo profundo de profecia Bíblica. Quando novas perspetivas de verdade eram partilhadas, os seus olhos brilhavam e cintilavam, tomavam notas, procuravam textos na Bíblia, faziam perguntas incisivas, e manifestavam uma fome e sede de verdade. Contudo, existem milhares de jovens noutras escolas de evangelismo que manifestam o mesmo espírito.

Juventude Bem Preparada

Ellen White afirmou claramente o incrível potencial de um corretamente ensinado exército de jovens:
Não há outro ramo de trabalho em que seja possível aos jovens receber maior benefício. Todos os que se empenham em servir são a mão auxiliadora de Deus. São coobreiros dos anjos; ou antes, são o poder humano por meio do qual os anjos cumprem a sua missão. Os anjos falam pela sua voz e agem por suas mãos. E os obreiros humanos, cooperando com os seres celestiais, recebem o benefício da educação e experiência deles. E, como meio de educação, que curso universitário poderá igualar a este?

Com tal exército de obreiros como o que poderia fornecer a nossa juventude devidamente preparada, quão depressa a mensagem de um Salvador crucificado, ressuscitado e prestes a vir poderia ser levada ao mundo todo! Quão depressa poderia vir o fim - o fim do sofrimento, tristeza e pecado! Quão depressa, em lugar desta possessão aqui, com sua mancha de pecado e dor, poderiam nossos filhos receber a sua herança onde "os justos herdarão a Terra e habitarão nela para sempre" (Sal. 37:29); onde "morador nenhum dirá: Enfermo estou" (Isa. 33:24) e "nunca mais se ouvirá nela voz de choro!" (Isa. 65:19).” Educação, p. 271.
Um Movimento Crescente

Há atualmente um movimento crescente que procura levar-nos de volta à nossa mensagem e missão, da qual temos estado há tantos anos distraídos. Há um despertamento! As gotas de chuva do Espírito de Deus predizem as chuvas de bênçãos pelas quais todos temos esperado, trabalhado e orado.

Muitos dos nossos jovens estão cansados do esplendor e brilho do mundo que não satisfaz a alma. Estão cansados de métodos evangelísticos que apelas ao eu em vez de ao serviço. Eles procuram oportunidades para fazer a diferença na vida das pessoas – eles procuram uma missão, e como líderes devemos fornecê-la. Então, o que poderemos fazer neste tempo de incrível oportunidade? Terminando, gostaria de fazer algumas sugestões práticas.

O Que Podemos Fazer?

a) Primeiro, como líderes, devemos ser como Moisés. Devemos manter-nos pelo princípio mas ao mesmo tempo devemos amar a igreja com tal intensidade que estejamos prontos para dar a nossa própria vida põe ela

b) Muitos adventistas enviaram-me e-mails ou escreveram-me expressando quase desespero com o que está a acontecer nas suas igrejas locais. Alguns queixam-se que já não conseguem encontrar um local reverente para adorar. Não perca a esperança ou fique desmotivado. Não abandone a igreja para formar grupos espalhados. Lembre-se que esta é a igreja de Deus e que Ele está ao comando. Ele trabalhará de formas inesperadas para corrigir o que está errado.

c) Se a sua igreja tem um estilo de adoração tradicional, esteja sempre vigilante. Satanás usará pequenas concessões para plantar sementes que amadurecerão ao ponto de alterar o estilo de adoração para um mais contemporâneo. Como diz o provérbio popular: “dá um metro e eles tomaram uma milha”.

d) Certifique-se que o seu exemplo em gostos musicais e entretenimento é merecedor de ser seguido.

e) Não baixe as normas na esperança de atingir a juventude. Erga bem alto os padrões e dê à juventude algo que lutar por.

f) Ore por aqueles que não têm a visão espiritual para distinguir entre adoração verdadeira e falsa.

g) Fale com amor quando vir coisas que não estão em harmonia com os nossos princípios. Deus tomar-nos-á por responsáveis se nos mantivermos silenciosos num tempo de crise.

h) O Pr. Ted Wilson tem-nos encorajado a manter os nossos Pastores e líderes responsáveis por aquilo que ensinam e pregam. Segure-os sobre o fogo, e mantenha-os em bicos de pés.

i) Dê à juventude oportunidades para estudo Bíblico e serviço.

Em Seu serviço.

Pr. Stephen Bohr

Fonte - O Tempo Final

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A fuga do rock

(adaptado do texto de Brian Neumann)

"Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Portanto, não sejais seus companheiros. Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz" (Efésios 5:6-8)
Minha peregrinação espiritual do rock para a Rocha dos Séculos é uma história dolorosa de vício, autodestruição e redenção.

Meus pais eram missionários adventistas do sétimo dia. Portanto, pareceria quase um absurdo que seu filho mais moço, criado no coração da África, mergulhasse no mundo do rock.

Todavia, isso aconteceu. Não súbita, mas gradualmente. Teve início quando, em companhia de alguns amigos, passei a ouvir certas músicas. Um cântico levou a outro e finalmente meus talentos naturais para a música e a arte foram canalizados para o sonho irreal e psicodélico do rock. Acabei sendo fisgado. O poder, as vestes, a fama e a presença mundial da revolução do rock cativaram-me. Logo me vi separado do mundo espiritual e da fé de meus pais. Uma nova era, uma nova cultura, tinham-se apoderado de minha vida, como ocorrera com a vida de tantos outros.

Logo passei para um estado permanente de rebelião. Nas palavras de um pop star do rock, David Crosby, “imaginei que a única coisa a fazer era roubar seus meninos... Ao dizer isso, não estou falando de seqüestrar, mas de mudar o sistema de valores, que os remove muito efetivamente do mundo de seus pais”.

O rock afastou-me efetivamente do mundo de meus pais. Enquanto ainda adolescente, fugi do internato e de casa, fui preso por uso de drogas e prática de roubo, além de envolver-me em lutas corporais com colegas e professores.

Meu sonho era aprender a tocar violão, coisa que fiz a toda pressa a fim de conquistar o “mundo deslumbrante de sexo, drogas, moda e rock’n’roll”. Eu sabia que o rock era exatamente isso. O próprio empresário dos Rolling Stones havia dito inequivocamente: “Rock é sexo. Você precisa impressionar os adolescentes com isso!”

O rock e a cultura popular apregoavam ao meu subconsciente que não havia nada de errado com sexo pré-conjugal. O resultado tornou-se evidente em 1980, um ano após terminar o ginásio. Tornei-me, então, pai de uma criança.

Entrando em cena

Despontei no cenário musical local. A banda de que fazia parte chamava-se Primeira Página e se apresentava na televisão; nossa música era também tocada em algumas estações de rádio. Contatos com um produtor musical logo acrescentaram avanços à minha carreira. Tornei-me bom amigo de Manlio Celloti, dos estúdios HI-Z, que logo formou um grupo de três membros. Depois de gravar durante um ano em estúdios, estávamos prontos para viajar para além-mar.

Após três meses de estada na Alemanha, nossa banda de pop e rock, O Respeito, firmou contrato com a Discos Polydor, de Hamburgo. A gravadora lançou nosso disco Ela é Tão Mística em setembro de 1986. Esse lançamento abriu novas portas. A banda foi convidada a fazer parte de uma coleção alemã de LPs, com artistas do calibre de Janet Jac-kson e Elton John.

A vida se tornou uma miragem constante de programas, sessões de estúdio, entrevistas, mulheres, drogas e mais drogas. A essa altura, minha condição moral tinha-se deteriorado a tal ponto que nenhum tipo de vício me era estranho. Nesse meio tempo, o sucesso de nossas gravações produziram desavenças entre os membros da banda, e finalmente nos separamos.

Um dia depois de uma maratona de estúdio e uma orgia de drogas, acordei com o rosto no chão de um banheiro frio, na casa de uma vocalista de Hamburgo. Estava me afogando em meu próprio vômito, lutando pela vida. Contudo, achava-me bastante consciente para invocar o Deus de minha juventude, a quem eu havia esquecido há muito.

Ele, porém, não me tinha olvidado ou abandonado. Algo miraculoso ocorreu naquele dia. Meus rumos haviam provocado uma reviravolta importante, mas esse foi apenas o começo de uma viagem tortuosa, durante a qual experimentei muitas recaídas no rock, antes de libertar-me desse vício infame.

A volta à sanidade

Retornei à África do Sul resolvido a livrar-me de meu passado pecaminoso e iniciar uma nova vida. Decidi seguir o exemplo dos Músicos Cristãos Contemporâneos, usando meu talento na execução de versões modificadas de rock como meio de testemunhar.

Logo reconheci que não havia diferença significativa entre o rock secular e sua versão “cristã”, independentemente da letra. Música cristã contemporânea que se conforma com os critérios básicos do rock não pode ser usada legitimamente como música de igreja. A razão é simples: o impacto do rock ocorre pela música e não pela letra.
Esse pendor pelo rock através de seu “primo cristão” resultou em nova queda. Comecei a fazer concessões à espécie de música que eu tocava. O compromisso era fácil porque tudo o que eu tinha a fazer era mudar a letra. O estilo musical permanecia o mesmo. Retornei gradualmente à escuridão total e retomei rapidamente minha trajetória roqueira em Cape Town.

Numa de minhas apresentações ao vivo conheci Sue, que haveria de se tornar uma parte muito importante em minha vida. Sue e eu assistimos a seminários de profecia realizados em nossa cidade. Como resultado, fomos batizados na Igreja Adventista. A verdade recém-encontrada satisfazia nossas convicções. Contudo, três meses mais tarde estávamos fora da igreja. O rock ainda estava em minha alma. Antes que me desse conta, eu estava mais uma vez deslizando para o mundo da música popular.

Então formei minha própria banda, que recebeu o nome de Projeto Caim, um nome apropriado para meu desalento espiritual. Eu estava ocupado gravando com o pianista Duncan Mckay, da famosa banda “10 CC”, quando fui chamado até Port Elizabeth, mil quilômetros ao norte de Cape Town. O contrato requeria um programa de três meses. Fui contratado como solista, trabalhando seis noites por semana numa das boates mais famosas da cidade.

Port Elizabeth tornou-se a etapa final de minha peregrinação. Aluguei uma casa perto de uma praia isolada. Como trabalhava de noite, tinha tempo durante o dia para passear ao longo da praia e refletir sobre tudo que se passara em minha vida durante os últimos anos. Senti o Espírito Santo falar-me como nunca antes. Examinei os recessos mais íntimos de minha mente confusa. Às vezes as verdades ocultas de minha alma ferida eram duras demais de se enfrentar. Mergulhei em angústia e vergonha, e permiti que as lágrimas de arrependimento umedecessem as manchas de meus pecados. Por vezes sentia a admoestação e o consolo do Espírito, trazendo cura espiritual à minha vida.

A porta da aceitação de Deus parecia aberta. Ousadamente entrei por ela, deixando atrás meu passado escuro. Ao voltar para casa, em junho de 1994, Sue e eu tomamos a decisão de que, pela graça de Deus, não haveria mais retorno ao mundo do rock. Cortei toda ligação com ele. Seis meses mais tarde nos casamos e desde então temos dedicado nossas vidas a um ministério especial em favor daqueles que buscam escapar do poder hipnótico do rock.

Como fazer decisões enérgicas em relação à música

1 - Decida sobre o que constitui boa música, na base de informação concreta e não sob pressão de colegas. Você não terá de sacrificar seu gosto pessoal ou preferências especiais. Elas simplesmente devem tornar-se santificadas e refinadas.

2 - Considere suas novas escolhas musicais como sendo uma aventura, um processo de descoberta. Tome tempo para definir e refinar seu gosto. Você descobrirá que aquilo que considerava a única opção em música era apenas uma pequena fração da boa música disponível.

3 - Escute cuidadosamente as palavras para determinar se são ou não boas do ponto de vista espiritual. Embora haja distinção entre a música e a letra que usamos para os cultos e as outras dedicadas ao entretenimento pessoal, o conceito básico de escolher aquilo que é puro e enobrecedor permanece o mesmo (ver Filipenses 4:8).

REFLEXÃO: "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, TUDO O QUE É PURO, tudo o que é amável, TUDO O QUE É DE BOA FAMA, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai" (Filipenses 4:8)

Fonte: Diálogo Universitário

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Adoração, à quem?

A Igreja de Saddleback e a IASD




Vance Ferrell





Há vários anos atrás, escrevemos a respeito do programa de treinamento para ministros de Bill Hybels, na Igreja da Comunidade de Willow Creek, em South Barrington, Illinois. Esta é uma grande igreja guardadora do domingo perto de Chicago. Naquela época foi feita uma afirmação na Review and Herald, de que um grupo muito grande de ministros adventistas estava fazendo aquele curso de treinamento.



Somente em 1999, 76.000 pastores e líderes de outras denominações assistiram às reuniões no campus de Willow Creek. Qualquer igreja pode juntar-se à Associação Willow Creek, pela quantia de US$ 249,00 ao ano. Mais de 3.300 igrejas locais nos Estados Unidos são membros, incluindo muitas das nossas [adventistas]. Elas vão até lá para aprender como convencer mais pessoas a se tornarem membros de suas igrejas.



Willow Creek na Adventist Review (Revista Adventista)



O Artigo da Adventist Review, de 18 de Dezembro de 1977 [nos oferece os seguintes comentários]:



“O que devemos fazer com Willow Creek?



Fato: A igreja mais freqüentada na América, uma igreja não-carismática, não-denominacional nos subúrbios de Chicago, continua a moldar não apenas a sua comunidade imediata mas, de maneira mais notável, os membros das 2.200 igrejas de 70 denominações que participam da Associação Willow Creek. Esta associação busca “auxiliar as igrejas a tornar as pessoas sem religião em devotos seguidores de Cristo.



Fato: Os adventistas, tanto pastores quanto leigos, formam, consistentemente, um dos mais numerosos grupos nos cerca de seis seminários anuais de Willow Creek – incluindo a liderança de Associações em Maio e Outubro e um encontro de lideranças em Agosto.



Fato: As últimas três igrejas adventistas a se dividir ou se afastar (separar-se da denominação) – Sunnyside, no Oregon, Damasco em Maryland e a Comunidade do Advento de Cristo, no Colorado – foram claramente influenciados pelas características de Willow Creek (pequenos grupos, descoberta de dons espirituais, evangelismo por amizade, adoração contemporânea), se não pelo seu status congregacional.



Fato: Os adventistas que ainda não foram a Willow Creek estão ansiosos por ouvir sobre ela, de adventistas que estiveram em Willow Creek. Em alguns casos os membros locais estão divididos sobre quão sensível aos “buscadores” a sua igreja deveria ser.



O que devemos fazer com Willow Creek? Estou grato por Willow Creek. Foi lá que minha antiga academia da igreja, Forest Lake, tornou-se intencional a respeito do louvor; que amigos e parentes adventistas reconheceram suas habilidades naturais – de drama a manutenção – como ministérios naturais.



Nunca saí daquele complexo de US$ 34.3 milhões [Willow Creek] sem pensamentos positivos. A partir desta perspectiva, ofereço estes pontos de vista:



Os adventistas deveriam dar a Willow Creek um vigoroso aperto de mão. Como um povo freqüentemente vítima de preconceito, deveríamos evitar o preconceito com relação a outros. ... Os adventistas deveriam continuar a associar-se com Willow Creek. ... Willow Creek também tem o seu lugar na profecia. Está bem, é um lugar diferente. Mas podemos aprender uns com os outros.



Penso na igreja de Mountain View em Las Vegas; na comunidade recentemente implantada, New Community, em Atlanta; e em outras igrejas que são maduras o bastante para incorporar os princípios de Willow Creek. Podemos aprender uns com os outros” (“On Willow Creek” (Acerca de Willow Creek), Adventist Review, 18 de Dezembro de 1997).



Os mais recentes cursos de treinamento que os nossos pastores estão assistindo para melhorar o “crescimento da igreja” são os seminários em uma imensa igreja guardadora do domingo no sul da Califórnia. É a igreja Saddleback, em Lake Forest, Califórnia. O restante deste artigo será acerca da igreja Saddleback.



40 Dias de Propósito



Escrevemos recentemente sobre o seminário “40 Dias de Propósitos” de Rick Warren, que foi apresentado por um período de mais de 6 semanas em igrejas adventistas por todo o país [dos Estados Unidos].



“Mais de 8.000 igrejas de todos os 50 estados [dos Estados Unidos] e outros 19 países já participaram do seminário 40 Dias de Propósitos” (panfleto da igreja Saddleback).



Durante aqueles sábados consecutivos, nosso povo leu e ouviu sermões sobre o último livro de Rick Warren, Uma Vida Com Propósitos. (Seu livro anterior, publicado em 1995, foi Uma Igreja Com Propósitos.)



De outro panfleto da igreja Saddleback, descobrimos que o seminário 40 Dias de Propósitos foi publicamente apoiado e utilizado em um grande número de denominações, incluindo as seguintes: Assembléia de Deus, Igreja Batista, Igreja de Deus, Igreja Evangélica Livre, Santidade Pentecostal Internacional, Igreja Adventista do Sétimo Dia, Igreja Presbiteriana, Igreja Luterana, Igreja do Nazareno, Igreja Vineyard, além de muitas outras.



Os seminários de crescimento de igrejas ensinam aos pastores visitantes como tirar muitas pessoas das ruas e fazer com que elas se agreguem à igreja em grandes multidões. Os seminários de crescimento de igrejas ensinam que a doutrina e os padrões não devem ser enfatizados. Música, sociabilidade e entusiasmo são os fatores chave para atrair e manter as multidões, e não as crenças religiosas.

Amanhã,continua...